Durante não será

Durante sempre teve uma vida maravilhosa!!
Um ótimo emprego. Valorizado na empresa.
Muito querido pelos amigos. E quantos amigos!
No casamento, felicidade plena.
Esposa maravilhosa, filhos lindos. Família perfeita.
Sua casa um sonho, como aquelas de revista.
Sempre foi o filho que toda mãe e pai desejam.
Amoroso, cuidadoso, responsável.
Para todos os ouvidos sempre teve a palavra certa,
No momento oportuno.
Ouvir reclamações dele? Jamais!
Sempre feliz e sorridente.
Um filho inigualável;
Um marido perfeito;
Um pai maravilhoso;
Um amigo companheiro;
Um profissional único.
Sempre assim para todos que usufruem de sua presença.
Pois é!!
A imagem exteriorizada nem sempre é representativa daquilo que se passa na alma.
Sem avisos ou lamúrias.
Apenas o ato.
Único, certeiro, sem volta.
E a corda no pescoço
Durante fez a escolha
Encerrou seu ciclo.
Stuka angyali

Revelando fragmentos

Quando te encontras na base de um importante maciço montanhoso, estás longe de conhecer toda a sua diversidade, não tens nenhuma ideia das alturas que se ergueram por trás do seu cimo ou por trás daquele que te parece ser o cimo, não suspeitas nem o perigo dos abismos nem os confortáveis assentos ocultos entre os rochedos. É apenas se sobes e se persegues o teu caminho que se revelam pouco a pouco a teus olhos os segredos da montanha, alguns que esperavas, outros que te surpreendem, uns essenciais, outros insignificantes, tudo isso sempre e unicamente em função da direção que tomares; e nunca te revelarão todas.
O mesmo acontece quando te encontras diante de uma alma humana.
Aquilo que se te oferece ao primeiro olhar, por mais perto que estejas, está longe de ser a verdade e certamente nunca é toda a verdade. É apenas no decurso do caminho, quando os teus olhos se tornam mais penetrantes e nenhuma bruma perturba o teu olhar, que a natureza íntima dessa alma se revela a pouco a pouco e sempre por fragmentos. Aqui é a mesma coisa: à medida que te afastas da zona explorada, toda a diversidade que encontraste no caminho se esbate como um sonho, e quando te voltas uma última vez antes de te afastares, vês apenas de novo esse maciço que te surgia falsamente como muito simples, e esse cimo que não era o único que existia.
Apenas a direção é realidade; o objetivo é sempre ficção, mesmo quando alcançado – sobretudo neste caso.

Arthur Schnitzler – “Observação do Homem”

Consciência prisioneira

Nunca se assistiu a tanta violência na televisão como nos dias atuais. Não obstante a enormidade de tempo que crianças e adolescentes das várias classes sociais passam diante da TV, é lógico o interesse pelas conseqüências dessa exposição. Até que ponto a banalização de atos violentos, exibidos dentro dos lares, diariamente, dos desenhos animados aos programas de “mundo-cão”, contribui para a escalada da violência urbana?
Inúmeros estudos demonstraram a existência de relações claras entre a exposição de crianças à violência exibida pela mídia e o desenvolvimento de comportamento agressivo.
Quanto acrescenta às nossas vidas e de nossos filhos a enxurrada de notícias sobre violência?
O que fazemos a respeito?
Somos prisioneiros? ….Onde está sua consciência?

“A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência.”

[Ghandi]
psiquismodesmistificado

O mundo é meu

Acostumei-me, desde criança, a receber tudo que desejava.
Ninguém me falava “Não”. Ninguém me contrariava.
Era a filhinha do papai, a netinha do vovô, a sobrinha da titia.
Ahhh, como era bom!
Agora, vivo insatisfeita, frustrada, deprimida.
Tudo porque meu marido não faz minhas vontades.
Eu acho que ele está errado. Por isso brigo muito com ele.
Estou muito insatisfeita. Não entendo o que há de errado.
Será que não posso ser o centro das atenções sempre?
Porque o mundo é assim?
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Quando nasci, já tinha um “berço de ouro”.
Cresci cercado de brinquedos inúmeros. Alguns nem tirei da embalagem.
Na adolescência já estava tão enjoado dos paparicos, que resolvi inovar.
Comecei usar drogas para ver qual era o barato. Queria ver se conseguia sentir uma emoção diferente.
Ainda não era a viagem que faltava fazer.
Fiz, então, meu primeiro assalto. Nem era pelo dinheiro.
Não nego. Consegui um pouco da adrenalina que buscava.
Enfim, cheguei ao apogeu. Estuprei, seqüestrei, matei.
E agora?
 O mundo é meu.
O que há de coincidências nestas duas histórias?

Selo “BLOG de OURO”

Esse selo recebi de Meu Amigo Jorge
Muito obrigado Pelo carinho Meu grande amigo .
Regras :
1 – Colocar Uma imagem do selo blog softwares antigos .
2 – Escrever o link dos blogs indicados.
3 – Indicar 10 blogs Mais receber o selo n UO .
4 – Comentar Uma Indicação blog softwares antigos .

Como semper e Uma Tarefa Difícil Fazer Esse tipo de Indicação , escolhi Os Amigos Que Estão os Freqüentemente Presentes e OS Que Amigos, Mesmo COMENTÁRIOS Não deixando , acompanham como postagens. Ainda assim , talvez tenha esquecido Alguém . Portanto, o selo É oferecido carinhosamente Todos um .
Como Indicações DEVE Haver , então, vamos EAo indicados :
http://luaetransmutacao.blogspot.com/
http://lamentosdealma.blogspot.com/
http://fenix-mulheres.blogspot.com/
http://orientalfotosflores.blogspot.com/
http://experimental-leonor.blogspot.com/

http://falandocomquemquiserouvir.blogspot.com/

http://normavillares.blogspot.com/

http://carinhos-entremeios.blogspot.com/

http://spa-meripellens.blogspot.com/

http://vidaeemocoes.blogspot.com/

http://caminhosdeluz.dihitt.com.br/

Enfim Amigos ….
Meu carinho A TODOS vocês

“Vai, poeta…rompe os ares”

Era num dia sombrio…..
Quando um pássaro erradio

Veio parar num jardim.

Aí fitando uma rosa,

Sua voz triste e saudosa,

Pôs-se a improvisar assim.

“ó Rosa, ó Rosa bonita!

Ó Sultana favorita

Deste serralho de azul:

Flor que vives num palácio,

Como as princesas de Lácio,

Como as filhas de ‘Stambul.

Corno és feliz! Quanto eu dera

Pela eterna primavera

Que o teu castelo contém…

Sob o cristal abrigada,

Tu nem sentes a geada

Que passa raivosa além.

Junto às estátuas de pedra

Tua vida cresce, medra,

Ao fumo dos narguillés,

No largo vaso da China

Da porcelana mais fina

Que vem do Império Chinês.

O Inverno ladra na rua,

Enquanto adormeces nua

Na estufa até de manhã.

Por escrava – tens a aragem

O sol – é teu louro pajem.

Tu és dele – a castelã.

Enquanto que eu desgraçado,

Pelas chuvas ensopado,

Levo o tempo a viajar,

– Boêmio da média idade,

Vou do castelo à cidade,

Vou do mosteiro ao solar!

Meu capote roto e pobre

Mal os meus ombros encobre

Quanto à gorra… tu bem vês! …

Ai! meu Deus! se Rosa fora

Como eu zombaria agora

Dos louros dos menestréis!. . .

Então por entre a folhagem

Ao passarinho selvagem

A rosa assim respondeu:

“Cala-te, bardo dos bosques!

Ai! não troques os quiosques

Pela cúpula do céu.

Tu não sabes que delírios

Sofrem as rosas e os lírios

Nesta dourada prisão.

Sem falar com as violetas.

Sem beijar as borboletas,

Sem as auras do sertão.

Molha-te a fria geada…

Que importa? A loura alvorada

Virá beijar-te amanhã.

Poeta, romperás logo,

A cada beijo de fogo,

Na cantilena louçã.

Mas eu?! Nas salas brilhantes

Entre as tranças deslumbrantes

A virgem me enlaçará

Depois cadáver de rosa

A valsa vertiginosa

Por sobre mim rolará.

Vai, Poeta… Rompe os ares

Cruza a serra, o vale, os mares

Deus ao chão não te amarrou!

Eu calo-me – tu descansas,

Eu rojo – tu te levantas,

Tu és livre – escrava eu sou! …

Fábula: O pássaro e a flor – Os escravos
Castro Alves

O fantástico reino de João

João não sentia fome,
Mas guardava a comida sob o boné.
-Porque isso João?
-Porque minha cabeça tem fraqueza e precisa se alimentar.
João sentia coceira pelo corpo,
Foi até a loja e comprou um remédio.
-Agora sim! Acabaria com a coceira.
O veneno acabaria com os bichinhos
que andam sob sua pele.
João sentia seu corpo sujo por dentro.
Pensou na maneira mais fácil.
-agora sim! Corpo limpo
Tomava detergente e alvejante todo dia
João não gostava de passear
Então resolveu seu problema
Arreou o cavalo,
E lá, montado, foi o gato
João tinha medo do escuro
Por isso acendia uma vela em seu quarto
Mas como solta fumaça
João a mantinha apagada.
João se sentia solitário
De repente não mais
Arrumou amigos que falam o tempo todo
Acabou a paz
Agora João já não dorme
Seus amigos falam, falam e até o comandam
Através de um rádio de controle remoto.
João, João, Ahh João!!
Cada dia uma aventura diferente
Nesse reino que é sua mente
 
E você? Quais são suas muletas para sustentar a realidade?