Velhos Tempos

Tudo muda….

Houve um tempo em que se pedia “a benção” aos pais quando se acordava pela manhã ou se deitava para dormir, assim como antes de sair de casa.
Hoje os filhos nem sabem o que significa pedir “a benção”,
Afinal mal falam bom dia ou boa noite. E para sair de casa nem precisam falar aonde vão.
Um filho, nesse tempo, referia-se aos pais ou pessoas mais velhas como “Sr” e “Sra”.
Hoje os filhos se referem aos pais ou pessoas mais velhas como “Você”,
Afinal nem sabem o significado de um pronome de tratamento respeitoso.
Houve um tempo que não se falava enquanto adultos estivessem falando.
Hoje os filhos falam enquanto os pais se obrigam a ficar quietos,
Afinal nem sabem o que é ouvir.
Os filhos, certamente, compreendiam o olhar recriminador de seus pais.
Hoje se um pai lança um olhar recriminador ao filho,
Passará despercebido ou ouvirá: “que cara feia é essa, velho?”
Houve um tempo em que um filho pedia, por favor, ou “eu posso?”
Hoje um filho não pede, por favor, e nem se utiliza da gentileza,
Afinal ele acha que tudo pode.
Houve tempo em que os filhos sabiam ouvir o “Não”.
Hoje uma criança não pode ouvir a palavra “Não”,
Afinal contraria todos os seus desejos imediatistas.
E nesse tempo uma criança que ia à escola respeitava o professor.
Hoje os professores têm medo dos alunos,
Afinal podem ser agredidos física ou verbalmente.
Era mesmo um tempo em que as crianças respeitavam pessoas mais velhas.
Os pais educavam os filhos teimosos também “dando umas palmadas”, quando fosse necessário.
Hoje os pais não conseguem educar os filhos,
Afinal se houver a necessidade de “dar umas palmadas” podem ser denunciados por agressão pelo próprio filho. E o Estado nesse momento lhe dá todo apoio ( ao filho obviamente ).
Era tempo de músicas que falavam de amor e romantismo.
Hoje as músicas falam de sexo e drogas,
Afinal é o que as crianças precisam aprender.
Houve aquele tempo em que se aprendia o que era correto ou moral.
Hoje uma criança tem grande dificuldade em distinguir o correto do contrário,
Afinal vive em um tempo amoral.
Uma criança atrevida, indisciplinada era criticada e mal vista por todos. Era uma criança chamada malcriada.
Hoje a criança não é malcriada. Ela está “passando por alguma dificuldade emocional”.
Naquele tempo as crianças sofriam punições por sua desobediência.
Hoje a criança “desobediente” tem mãos acariciando sua cabeça. Pode até estuprar ou matar, mas a lei o protege.
Tudo mudou…
Então, o que mudou?
O que podemos esperar dessas crianças que um dia terão filhos?
Não sabem mais o valor das coisas. Nem se importam.
Não acham que o mundo deva ter regras morais. Agem com seus impulsos.
Tudo muda…para pior ou melhor, mas muda.

E você, o que deseja para seus filhos?

Legado de miséria

D. Cacilda é uma senhorinha octogenária, muito frágil e humilde, mãe de nove filhos.
Conseguiu, sob todas as dificuldades, torná-los homens e mulheres adultos.
E com sua sabedoria ensinou-lhes as coisas certas da vida e o que é bom ou ruim.
Seus filhos, todos casados, com suas ocupações e trabalhos, vivem correndo.
D. Cacilda tem também muitos netos, talvez mais de 30, dentre os quais muitos já adultos e até casados.
Mas, infelizmente, apesar dessa família tão numerosa de D.Cacilda, não escapa a senhorinha à solidão.
D. Cacilda já se faz viúva há alguns anos e vive solitária em sua casinha, a relembrar de seus longos e passados anos ao lado de seu amado e companheiro marido.
Sua modesta casa sempre foi o lar acolhedor para qualquer pessoa. E nunca houve quem ali não se sentisse confortado.
Mas a vida tem seu ciclo.
D.Cacilda, já tão frágil caiu doente, de cama, totalmente debilitada e dependente. Os anos pesaram em seus ombros já bastante arqueados.
Mas que bom, ela tem tantos filhos e netos que nesse momento não estará sozinha.
Será?
Mas onde estão seus tantos filhos e netos? Onde estavam durante todo esse tempo que não tinham, simplesmente não tinham, tempo para visitá-la?
Sobraram apenas duas filhas, as mais amorosas, e que cuidaram dos últimos dias da mãe, com o zelo que um filho deve aos pais.
D. Cacilda partiu. Deixou sua casinha na ausência de seus hábitos.
Agora, seus tantos filhos e netos, já livres de sua senil presença, disputam vorazmente a única rica lembrança que desejavam da velha, sua modesta casinha.
Dizem que só falta que rolem no chão, aos tapas, para decidir a divisão da modesta casinha.
Assim, D. Cacilda deixou seu legado de miséria.
Eis o ser humano, em sua ambição e individualismo desmedidos.
Em sua busca incessante pelos bens materiais, extrapola os limites do supérfluo, fomenta abismos entre riqueza e pobreza espiritual, passa a tratar outras vidas como qualquer coisa.
Esquece-se daquilo que deve valorizar.

Vivemos esperando

Novamente estamos nos aproximando de mais um final de ano. É impressionante como o tempo está passando rápido. Diria mesmo que está “voando”.
Essa constatação nos faz refletir sobre aquele velho dito popular: “Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje”.
Seja feliz, não espere que amanhã seja melhor.
Torne hoje seu dia o melhor.
Não perca tempo com situações estressantes.
Não dê atenção àquilo que bloqueia sua felicidade.
Não crie dificuldades para sua felicidade. Ser feliz é muito fácil, mais fácil ainda é impedir que aconteça.
O tempo passa e você vai viver esperando o que?

Dias melhores

Como está sua auto-estima?

                                    ” QUANDO me amei de Verdade , compreendi Que em qualquer circunstancia , eu estava sem Certo lugar, Na Hora Certa , no Momento Exato .


E então, pude Relaxar .


Hoje sei Que Nome TEM isso … Auto-estima …

Charles Chaplin