Espelhos

“Já fui o que nunca imaginei…
Estive aonde nunca iria…
Fechei os olhos,
Tapei os ouvidos.
De nada adiantou
Medo…
E depois de tanta loucura
Ainda luto contra os fantasmas
Que assombram minha existência
Anjo e demônio
Disputando minh’alma
Ordem após ordem…
Devastando minha mente,
Imputando-me incertezas
De quem realmente sou.
Mas após tantos delírios
Ainda alucino a existência
De um mundo real”
E você? Tem plena convicção de seus desejos?
Sabe bem quem realmente você é?
Já se permitiu o impensável?
Há quanto tempo não olha para dentro de si mesmo e descobre algo novo?
Ou foge de voltar os olhos para o espelho de sua alma?

A nossa própria alma apanha-nos em flagrante nos espelhos que olhamos sem querer”.
 Mário Quintana

O medo das diferenças

“… Lekh me entregava um pássaro pintado, mandando que eu o apertasse de leve nas mãos. Cedo seus gritos atraíam companheiros da mesma espécie, que se punham a revoar sobre nossas cabeças. Vendo-os, o prisioneiro debatia-se gritando ainda mais; e o coração trancado no peito recém pintado batia violentamente. Quando o número de pássaros era suficiente, Lekh fazia-me sinal para soltar o prisioneiro. Livre e feliz, lançava-se para o alto, contra o céu cinzento, mergulhando na revoada escura de seus irmãos.
Por um instante, a surpresa tolhia os pássaros. A mancha colorida voava em meio ao bando, tentando convencê-los de que lhe pertencia. Mas, confundidos pela plumagem brilhante, os outros o rodeavam incrédulos e quanto mais o pássaro pintado tentasse incorporar-se ao bando, mais o rejeitavam. Logo, um depois o outro, começavam a atacá-lo arrancando-lhe as penas multicores, até fazer-lhe perder as forças precipitando-o ao chão.
Esses incidentes aconteciam com freqüência, e, geralmente, quando eles recolhiam o pássaro pintado, já estava morto.”
trecho do livro “O Pássaro Pintado”, de Jerzy Kosisnki.

O que é diferente causa mais…….

…….. medo ou repulsa?

Esse fragmento de texto do livro de Kosinski é bastante representativo.

Agora vejamos esse pequenino cartum:
O TEXTO ACIMA E ESSE CARTUM FORAM AQUI COLOCADOS APENAS PARA LEVANTAR QUESTIONAMENTOS.
PORQUE IMAGINAR QUE ALGUÉM QUE SOFRE DE TRANSTORNOS MENTAIS É BURRO???
PORQUE IMAGINAR QUE ESSAS PESSOAS SÃO FRACAS, COVARDES OU SEM CARÁTER??
O ser humano pode adoecer fisicamente. Mas também mentalmente !! E ninguém está imune.
VAMOS COMEÇAR A ROMPER ESSA BARREIRA PRECONCEITUOSA, DISCRIMINADORA E ESTIGMATIZANTE

O que você pode fazer?
1. Cuidado com as palavras que você usa: “Louco”, “maluco”, “psicopata”, são palavras que ferem. Pense muito antes de dar adjetivos.
2. Ajudem a conscientizar os outros de como nossas palavras e atitudes machucam. Não ria de piadas cruéis. Faça com que os outros saibam que a ignorância dói.
3. Ajudem pessoas que possam estar sofrendo dos sintomas iniciais de uma doença mental.
4. Tente compreender e conhecer a respeito destas doenças.

Somente quem experimentou um adoecimento mental é capaz de saber a dor que se sente

E para finalizar, se você gosta de música, vale a pena ver o vídeo.

O dom de ser capaz e feliz

A capacidade de ser feliz, amar e viver plenamente está dentro de você.
Cada situação vivida é uma grande oportunidade de aprendizado e de reescrever sua história.
Se você gosta de música e poesia uma boa oportunidade é ouvir essa bela melodia.

Ando devagar…
…porque já tive pressa
E levo esse sorriso…
.. porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Ou nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir.
Penso que cumprir a vida seja simplesmente…
…compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando dias pela longa estrada…
… eu vou
Estrada eu sou
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir.
Todo mundo ama um dia…
… todo mundo chora,
Um dia a gente chega…
…no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história

Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

Tocando em Frente
Almir Sater
Composição: Almir Sater e Renato Teixeira

Você tem seu valor

Certo dia, um Samurai, que era um guerreiro muito orgulhoso, veio ver um Mestre Zen. Embora fosse muito famoso, ao olhar o Mestre, sua beleza e o encanto daquele momento, o samurai sentiu-se repentinamente inferior. Ele então disse ao Mestre:- Por que estou me sentindo inferior?Apenas um momento atrás, tudo estava bem. Quando aqui entrei, subitamente me senti inferior e jamais me sentira assim antes. Encarei a morte muitas vezes, mas nunca experimentei medo algum.Por que estou me sentindo assustado agora?O Mestre falou:- Espere. Quando todos tiverem partido, responderei. Durante todo o dia, pessoas chegavam para ver o Mestre, e o samurai estava ficando mais e mais cansado de esperar. Ao anoitecer, quando o quarto estava vazio, o samurai perguntou novamente:- Agora você pode me responder por que me sinto inferior?O Mestre o levou para fora. Era um noite de lua cheia e a lua estava justamente surgindo no horizonte. Ele disse:- Olhe para estas duas árvores, a árvore alta e a árvore pequena ao seu lado. Ambas estiveram juntas ao lado de minha janela durante anos e nunca houve problema algum.

A árvore menor jamais disse à maior: Por que me sinto inferior diante de você?
Esta árvore é pequena e aquela é grande – este é o fato, e nunca ouvi sussurro algum sobre isso.O samurai então argumentou:- Isto se dá porque elas não podem se comparar. E o Mestre replicou: Então não precisa me perguntar. Você sabe a resposta.
Quando você não compara, toda a inferioridade e superioridade desaparecem.Você é o que é e simplesmente existe.
Um pequeno arbusto ou uma grande e alta árvore, não importa, você é você mesmo.Uma folhinha da relva é tão necessária quanto a maior das estrelas. O canto de um pássaro é tão necessário quanto qualquer Buda, pois o mundo será menos rico se este canto desaparecer. Simplesmente olhe à sua volta.Tudo é necessário e tudo se encaixa. É uma unidade orgânica, ninguém é mais alto ou mais baixo, ninguém é superior ou inferior. Cada um é incomparavelmente único. Você é necessário e basta. Na Natureza, tamanho não é diferença. Tudo é expressão igual de vida.

Então vamos praticar a auto-estima e auto-confiança:

*HONESTIDADE – seja, acima de tudo, honesto com você mesmo. Todos têm vulnerabilidades, mas também pontos fortes. Identifique-os e aprenda a lidar com eles.

*PENSE – modifique sua forma de pensar. Não seja derrotado MENTALMENTE.

*VIGIE seus pensamentos. Deixe lugar apenas para o OTIMISMO

*CREIA – Você pode modificar seus comportamentos. Basta ACREDITAR.

*SUPERE – vença suas fraquezas e potencialize suas QUALIDADES.

*FAÇA seu melhor, pois você sempre será capaz, mas…..

*RESPEITE a si mesmo – não exija a PERFEIÇÃO. Não cobre tanto de si mesmo.

*Estabeleça seus OBJETIVOS. Mas não se compare aos outros.

VOCÊ É VOCÊ !!
GOSTE DE SI MESMO !!
VOCÊ TEM SEU VALOR !!

Humanamente Genial

 

O ser humano tão genial,

 

Inventor de modernas tecnologias,

 

Criou poderosos microscópios

 

Capazes de desvendar

 

Imagens tão infinitamente pequenas.

 

Ultrapassando qualquer barreira da luz

 

Chegou à orbita molecular das células.

 

 

O ser humano,

 

Em sua genialidade,

 

Foi capaz de criar telescópios

 

Que enxergam tão longinquamente

 

Planetas e estrelas

 

Orbitando em seus sistemas solares.

 

 

Mas sofre o ser,

 

Tão humanamente genial,

 

Em abissais sentimentos.

 

Pois não acha a órbita de

 

Sua própria

 

Alma.

 

VALORES – imposições e escolhas

Houve uma época na qual os educados senhores abriam a porta de seus carros para que a dama pudesse entrar. Os homens eram gentis.
Houve época na qual os gentis senhores levantavam-se da cadeira, assim que sua dama chegasse ou saísse da mesa. Os homens eram polidos.
Houve um momento, na história do ser humano, na qual a polidez era característica primordial da espécie.
Naquela época se falava: “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite”, “como vai”, “tenha um belo dia”, “prazer em conhecê-lo(a)”, “por favor”, “obrigado”.
Naquela época também as damas sabiam ser valorizadas por sua graciosidade e discrição.
Também nessa época, a sexualidade era algo exclusivamente pertencente àquela pessoa, sem necessidade de propagandas ou alusões à promiscuidade.
Obviamente, mesmo naquela e em tantas outras épocas, havia a deselegância, a desonestidade e todo tipo de atitude associada ao caráter individual.
Entretanto, o pior cenário contemporâneo não é a encenação de tantos atos insanos e de tanta ausência de honradez.
Vai além. Pior do que isso é a normalização e a banalização da moral e da ética.
Heráclito de Éfeso ( s VI – V a.C. ) definia o caráter como “o conjunto definido de traços comportamentais e afetivos de um indivíduo, persistentes o bastante para determinar o seu destino”.
Assim, quando a tônica social legitima e minimiza os desvios de caráter, estabelece uma nova configuração dos valores éticos e morais do indivíduo ou da sociedade.
O caráter individual fica reprimido diante dessa nova moral social.
Chega-se em uma época em que ser correto, honesto ou elegante é motivo de chacota.
Nessa época, o gentil cavalheiro, ainda tentando resgatar uma identidade de outrora, pode ser um “otário” diante de outras pessoas, assim como a dama que ainda tenta manter a tradição e o aprendizado familiar.
Hoje, há exclamações de espanto quando alguém devolve uma mala de dinheiro encontrada ao acaso. Mas, em contrapartida, já não há o mesmo espanto quando o indivíduo se apropria do dinheiro alheio.
Inversão dos valores?
A sociedade impõe regras que nem sempre são digeríveis.
Houve uma época em que os pais sabiam o que era melhor para seus filhos. Hoje, tudo que foi aprendido como forma de educação naqueles tempos tenta ser descaracterizado e classificado como inadequado.
Inadequado??
Moral da história?
Acabou a moral e a ética na sociedade atual?
O caráter individual ainda consegue prevalecer diante deste caos?
A sociedade ou os controladores sociais ainda nos permitem pensar?
Até quando pensaremos que realmente pensamos?
Até quando seremos detentores dos próprios sentimentos e emoções?
Até onde você conseguirá fazer questionamentos dentro do contexto atual?
E para finalizar: em que época você vive ou sobrevive?
Por sinal, não se trata de um texto deselegante ou ranzinza, mas, sobretudo, uma réstia de apego ao que vale a pena.
Como disse Clarice Lispector:
– “Não me prendo a nada que me defina. Sou companhia, mas posso ser solidão. Tranquilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito, não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer… Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. Ou toca, ou não toca.”