Que sentimento é esse?

Que sentimento é esse?
Tão paradoxal em si mesmo.
Na mistura de sabores,
Entre o doce e o amargo.
Que sentimento é esse?
Tão somatizante,
misturando dores,
Entre corpo e alma
Ahh sentimento!!
Que provoca emoções
Que se chocam
Entre o sorrir e chorar.
Que sentimento é esse?
Tão confuso na certeza
De que incomoda senti-lo
Porque dói mesmo sem querer.
Sentimento ….
Que não se traduz,
Nem se define.
 Tão intenso em adjetivos.
Que sentimento é esse?
Que esvazia seu peito
Tão cheio….
…..de sentimentos?
Sentimento forte,
Que carrega o Amor em seus braços
Enquanto luta contra seu algoz,
A distância.
Sentimento
Que se apoia
Nos calcanhares da lembrança
E nos braços da memória.
Saudade!



Como disse Mário Quintana, “O tempo não para! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo.”
Muito bom saber que o tempo passa tão rápido, enquanto as lembranças não se esquecem.

Mãos no manche

Insegurança e ansiedade sempre andaram de mãos dadas. É um grande e destrutivo circulo vicioso.
Além disso, a baixa autoestima e baixa autoconfiança acabam agravando a situação.
Algumas pessoas permanecem estáticas diante das circunstâncias, mesmo que simples. Qualquer situação corriqueira pode tornar-se um desafio complexo e perturbador. Nesse ponto, a autoestima e confiança em si mesmo deveriam prevalecer como forças internas. Porém, a falha na resposta vai gerar muito mais insegurança e, consequentemente, ansiedade.







Lembrei-me da história da moça que vivia um relacionamento totalmente perturbador. O namorado nunca foi um exemplo de companheirismo e lealdade, tão fundamentais em qualquer relacionamento a dois. Sempre foi alheio e egocêntrico às dificuldades dela. Como não bastasse, nos momentos juntos, apenas a criticava, piorando sua autoestima.
Ela, já não sabia se o amava, embora admitindo que nunca fora uma pessoa que conseguisse viver sozinha, sem alguém ao seu lado.
Mas ela sempre esteve sozinha nessa relação!! Muito mais envolvida afetivamente do que ele.
Era como ter um fantasma dentro de casa. Assombroso com ele, mas pior sem ele – afirmativas dela.
Sentia como se ele apagasse seu brilho constantemente.
Mas não conseguia desfazer-se da relação. E por quê? Onde estaria sua autoestima?
A insegurança e o medo da solidão acabaram dominando-a.
Vive na tristeza e na amargura. Sonha com o fim da relação, mas não quer perdê-lo. A ambivalência tomou conta de seus pensamentos.
Um dia vai sair dessa. Vai se tornar uma pessoa mais segura, confiante e comandante dos próprios sentimentos.
Comandante…?
A vida é como o avião que passa. Sobrevoa contínuo e rapidamente.
Mas quem escolhe a sua rota é você.
É como ter o manche da vida nas mãos.
Você comanda seu manche ou deixa solto para ver no que vai dar.
A escolha sempre será sua. Desde que tenha autoestima e segurança em si mesmo.

O conforto de seus braços


É muito bom ter saúde, física e mental!
É muito fácil conviver com quem tem saúde física e mental!!
Mas assumir uma postura diante da doença nem sempre é tão simples.
Ser ou estar doente é um sentimento terrível. Além das dores físicas ou dores da alma, há, normalmente, um sentimento de incapacidade individual. Há o sentimento de culpa por se sentir um “peso” para o cuidador.
Quando se trata de um adoecimento mental o quadro é muito mais complexo, uma vez que podem ocorrer as mais variadas alterações de humor e comportamentais.
De fato, não é fácil compreender e cuidar de alguém adoecido psiquicamente.
Há uma história de um rapaz que volta da guerra e, ao chegar em seu país, liga para seus pais:
-Pai, mãe, estou voltando para casa. Mas antes quero pedir um grande favor a vocês. Tenho um amigo que gostaria de levar junto comigo para casa.
-Sim filho, claro. Adoraríamos conhecê-lo.
-Mas antes há algo que vocês precisam saber, continuou o filho. Ele foi terrivelmente ferido em combate. Pisou em uma mina e perdeu um braço e uma perna. Pior é que ele não tem lugar para morar.
-Nossa! Sinto muito filho. Quem sabe encontraremos um lugar para ele morar.
-Não mamãe. Eu quero que ele possa morar na nossa casa.

-Filho, você não sabe o que está pedindo. Não tem noção da gravidade do problema. Alguém com tanta dificuldade seria um fardo para nós. Temos nossas próprias vidas e não queremos uma coisa como essa interfira em nosso modo de viver. Acho que você poderia voltar para casa e esquecer esse rapaz. Ele encontrará uma maneira de viver por si mesmo!

Nesse momento o filho bateu o telefone e nunca mais ouviram uma palavra dele.
Alguns dias depois, os pais receberam um telefonema da polícia, informando que o filho deles havia morrido ao cair de um prédio. A polícia, porém, acreditava em suicídio.
Os pais, angustiados voaram para a cidade onde o filho se encontrava e foram levados para o necrotério para identificar o corpo. Para seu espanto e terror, descobriram algo: “O FILHO DELES TINHA APENAS UM BRAÇO E UMA PERNA!”

Muitas pessoas adoecem e sentem medo de dizer que precisam de auxílio e apoio.
Sentir-se um fardo pode ser pesado demais para a alma.
É fácil amar aqueles que são perfeitos, bonitos, saudáveis, divertidos, mas há a tendência a afastar-se daqueles que incomodam ou não nos fazem sentir confortáveis.
Ninguém, obviamente, quer adoecer. Mas, somos máquinas falíveis.
Não encolha as mãos a qualquer pessoa, principalmente doente.
Pense bem!
O desconforto de uma dor, física ou mental, pode precisar do conforto de seus braços.