Dicas para estimular bons sentimentos

Acerta quem quer permanecer com os bons sentimentos de uma criança.  Que a inocência, apesar das dores e dos anos vividos, não nos abandone.
Acerta quem quer permanecer com os bons sentimentos de uma criança.
Que a inocência, apesar das dores e dos anos vividos, não nos abandone.

Você acha que o segredo da boa saúde é ter uma prateleira cheia de remédios, então está enganado. A solução pode ser mais simples: basta aprender a cultivar bons sentimentos. Em certos casos, o simples fato de rir, por exemplo, pode ser muito mais benéfico do que tomar um remédio.

Saber perdoar, ter generosidade e humildade são outras atitudes mais eficientes para a saúde do que frequentar vários médicos. “Essas atitudes fazem com que o organismo bloqueie a produção de substâncias prejudiciais à saúde e evita futuras doenças”, e o melhor: explorar as boas emoções não custa nada!

5 sentimentos para ter mais saúde

Alegria
Quem cultiva bom humor, em vez de raiva, fica menos vulnerável a doenças. Mais: a capacidade de se divertir reduz o estresse e ensina a lidar melhor com problemas.

Perdão
Estudo da Universidade de Tennessee (EUA) mostrou que quem perdoa tem melhor pressão arterial do que quem guarda mágoas.

Generosidade
Fazer o bem (não importa a quem, lembre-se!) reduz os batimentos cardíacos.

Otimismo
Os otimistas têm menos probabilidade de morrer de doenças cardíacas ou de um derrame cerebral.

Tranquilidade
Ela reduz o risco de problemas no coração.

5 dicas para estimular os bons sentimentos

1. Faça exercícios físicos regulares.

2. Coma seis porções de frutas ou legumes por dia.

3. Descubra seu “talento oculto”, algo que goste de fazer, como dançar,cantar, bordar…

4. Adote um animal de estimação.

5. Aprenda a ver o lado positivo de certas situações negativas.

 

NOTA: A imagem utilizada acima é de Donald Zolan, o mesmo pintor das imagens abaixo.

Donald Zolan

Nasceu em 1937 em Brookfield, Illinois, no seio de uma família com quatro gerações de artistas, começou a desenhar aos três anos de idade e aos cinco criou a sua primeira aquarela, copiando a imagem de um livro de quadradinhos da Walt Disney. Aos treze anos, recebeu uma bolsa do prestigiado Instituto de Arte de Chicago.

Após a formatura, foi selecionado como aprendiz de Haddon Sundblom, um famoso ilustrador conhecido como o Papai Noel da Coca-Cola, e de lá percorreu um caminho reto para o sucesso.

Foi reconhecido como o maior pintor das Américas na área infantil e teve muita popularidade por este trabalho inteiramente dedicado às crianças e sempre envolvido nos sentimentos de delicadeza, ternura, alegria, inocência e espontaneidade de amor.

Captou a alegria e a maravilha da infância com uma energia inconfundível e naturalidade desinibida.

Em cada uma de suas pinturas, ele sempre incluiu algum aspecto de suas experiências de infância. Sempre reconheceu e valorizou o papel positivo dos pais em seu trabalho e a dimensão espiritual em sua vida desde a descoberta de sua vocação.

Suas pinturas estão presentes nas melhores galerias de arte e museus e também podem ser encontradas em placas, bonecos, figurinos, quebra-cabeças, cartões e muitos outros objetos.

Zolan faleceu em Julho de 2009.

psiquismodesmistificado

Mantenha sempre o Entusiasmo

Escrita da vida
Nossa escrita tem de ser sagrada. As páginas que recebem o texto de nossa existência aguardam nosso entusiasmo. Letras muito fracas não podem ser lidas. Letras fortes demais atrapalham. P.D.

Dentro de cada um de nós também existe uma força poderosa, diretamente ligada à energia vital, que é o Entusiasmo.

Quero apresentar dez premissas básicas para ter entusiasmo em sua vida . São idéias simples, mas é da simplicidade que brotam grandes feitos.

•  Cultivar um sonho, um objetivo de vida.

•  Caminhar persistente e confiante em direção ao seu objetivo.

•  Desenvolver seus talentos com disciplina e dedicação.

•  Acreditar na sua capacidade e entregar-se de coração a tudo o que fizer.

•  Viver plenamente cada minuto, focalizado no aqui e no agora.

•  Manter o bom humor, a gentileza e a generosidade em todos os ambientes que você freqüentar.

•  Cuidar bem do seu corpo, com exercícios físicos adequados e alimentação sadia.

•  Manter sua mente alimentada com novos conhecimentos e idéias positivas.

•  Ousar com criatividade e bom senso, sabendo arriscar-se com preparo, prudência, intuição e coração.

•  Rezar com fé e gratidão, renovando sempre suas energias na própria fonte do Entusiasmo: o Criador.

psiquismodesmistificado

Bilhete sem destino

Cada ação, por menor que pareça, encerra em si mesma as escolhas, motivações e consequências. Ainda que não sejamos dados a grandes reflexões, nossas escolhas afetam diretamente aqueles que cruzam o nosso caminho.

Uma coisa é certa, nenhum de nós escapa de falhar. O erro é prerrogativa de outras conquistas de estirpe mais nobre, como a maturidade, o sucesso e a estabilidade. No entanto, enquanto não tivermos alguma afinidade com os tombos inevitáveis e os equívocos de percurso, jamais estaremos maduros para compreender o quanto é efêmero o sucesso e o quanto é ilusória a estabilidade.

O que tem de mais bonito nessa viagem maravilhosa que é a vida é que o bilhete não tem destino certo. Vamos colecionando olhares, registrando paisagens, experimentando sabores estranhos até que entendemos, por fim, que uma grande jornada se faz com pequenas e profundas incursões para dentro de nós.

Às vezes, a vida vem em flashes na cabeça. Retalhos. Sonhos que se realizaram. Ou não. Objetivos que alcançamos. Ou não. Frutos que deixamos. Sementes que plantamos. Palavras que nunca deveríamos ter dito. Outras que calamos por pensarmos demais. Aventuras. Riscos. Medos. Coragens. Viagens. Amigos. Tropeços. Erros. Acertos.

Um mundo de pequenos cacos de espelhos que refletem quem somos. Um dia, tudo isso passará. Deixaremos a Terra para voltar à casa verdadeira, como creem uns; ou para evaporar para sempre, como creem outros. Todos nós partiremos daqui um dia! Uns mais cedo, outros mais tarde.

Então vamos nos maravilhar com as belezas e perfeições que, na correria do cotidiano, muitas vezes nos passam despercebidas aos olhos. Vamos fazer uma viagem do macro ao micro e maravilhar-nos com cada detalhe.

Gratidão

Uma bela história para reflexão.


Você é capaz de fazer o mesmo?


Certa manhã, uma mulher bem-vestida parou em frente de um homem sem-teto, que olhou para cima lentamente … e reparou que a mulher parecia acostumada com as coisas boas da vida. O casaco era novo. Parecia que ela nunca tinha perdido uma refeição em sua vida. Seu primeiro pensamento foi: “Só quer tirar sarro de mim, como tantos outros fizeram ….”
 -“Por favor, Deixe-me sozinho!” Resmungou o homem… 
Para sua surpresa, a mulher continuou de pé. Ela estava sorrindo, seus dentes brancos exibidos em linhas deslumbrantes.
 -“Você está com fome?” , perguntou ela. 
-“Não”, respondeu sarcasticamente. Acabei de voltar do jantar com o presidente …. Agora vá embora.”
 O sorriso da mulher se tornou ainda mais amplo.
 De repente, o homem sentiu uma mão suave debaixo do braço. –“O que você está fazendo, senhora?” , perguntou o homem irritado. –“Disse para deixar-me sozinho!”
 Neste momento um policial chegou. –“Existe algum problema, senhora?” Perguntou ele…
 –“Não tem problema aqui, Policial”, a mulher disse… –“Eu só estou tentando ajudá-lo a ficar de pé …Pode me ajudar?” 
O policial coçou a cabeça. –“Sim, o velho João é um estorvo por aqui há anos. O que você quer com ele?” Perguntou o policial…
 –“Vê o restaurante ali?” , perguntou ela. –“Eu vou dar-lhe algo para comer e tirá-lo do frio por um tempo.”
 –“Você, senhora, está louca?” O homem sem-teto resistiu. –“Eu não quero ir para lá!” Então sentiu mãos fortes segurando os braços e levantá-lo. –“Deixe-me ir, eu não fiz nada oficial …”
 –“Não vê, esta é uma boa oportunidade para você”, o oficial sussurrou em seu ouvido. Finalmente, e com alguma dificuldade, a mulher e o oficial levam João para o restaurante e o sentam a uma mesa em um canto do refeitório. Era quase quatorze horas, a maioria das pessoas já tinha comido o almoço e para jantar o grupo ainda não tinha chegado ….
O gerente do restaurante veio a eles e perguntou. –“O que está acontecendo aqui, oficial? — O que é isso? —  E este homem está em apuros?”  
-“Esta senhora trouxe-o aqui para comer alguma coisa”, respondeu o oficial.
 –“Oh! não, não aqui!” o gerente respondeu com raiva. Ter uma pessoa como essa aqui é ruim para os negócios!”
O velho João sorriu com poucos dentes. –“Senhora, eu lhe disse. Agora, você vai me deixar ir? Eu não queria vir aqui desde o início.” 
A mulher foi até o gerente da lanchonete e sorriu .. –“O senhor está familiarizado com Harris & Associates, empresa que fica a duas ruas daqui?
 –“Claro que eu sei”, respondeu o gerente impaciente. Eles fazem as suas reuniões semanais aqui e jantam no meu restaurante”.
 –“E você ganha um monte de dinheiro fornecendo alimentos para essas reuniões semanais? perguntou a Sra…
 –“E o que importa para você?” — perguntou o gerente impaciente.
 –“Eu, senhor, sou Penelope Hernandez, presidente e proprietária da empresa. ” — disse ela.
 –“Oh desculpe!” — disse o gerente…
A mulher sorriu de novo… –“Eu pensei que isso poderia fazer a diferença no seu tratamento.” Ela disse ao policial, que se esforçou para conter uma risada. 
 –“Gostaria de fazer-nos companhia numa xícara de café ou talvez uma refeição, policial?” 
-“Não, obrigado, senhora”, respondeu esse. “Estou de plantão”.
 –“Então, talvez, uma xícara de café para ir?” — disse ela.
 –“Sim, senhora. Isso seria melhor.” — respondeu o policial.
O gerente do restaurante virou nos calcanhares como se recebesse uma ordem.
 –“Vou trazer o café para o policial imediatamente Senhora”
O policial observou-a de pé. E falou: “Certamente colocou-se no lugar…”
-“Essa não foi minha intenção”, disse a Sra. 
“…Acredite ou não, eu tenho uma boa razão para tudo isso. “
Ela se sentou à mesa em frente ao seu convidado para jantar. Ela olhou para ele … –“João, você se lembra de mim?”
O velho João olhou para seu rosto, no rosto dela, com seus olhos remelentos –“Eu acho que sim – quero dizer, acho que é familiar.”
 –“Olha João, talvez eu seja um pouco maior, mas olha-me bem,” disse a Sra. .. –“Talvez eu esteja mais gordinha agora … mas quando trabalhava aqui há muitos anos atrás eu vim aqui uma vez, e por esta mesma porta entrei, morrendo de fome e frio.” …Algumas lágrimas caíram por suas bochechas ..
 –“Senhora?” disse o policial, eu não podia acreditar no que estava presenciando, mesmo pensando como uma mulher como esta poderia ter passado fome.
 –“Eu tinha acabado de me formar na faculdade em minha cidade natal”, disse a mulher. “e vim para a cidade à procura de um emprego, mas não consegui encontrar nada…” Com a voz quebrantada a mulher continuou: –“Quando eu tinha meus últimos centavos e entreguei meu apartamento, andava pelas ruas, sem ter onde morar, e foi em julho, estava frio e, quase morrendo de fome, quando vi este lugar e entrei, pensando numa pequena chance para conseguir algo para comer”. Com lágrimas nos olhos, a mulher continuou falando …-“João me recebeu com um sorriso.”
 –Agora eu me lembro”, disse João. –“Eu estava atrás do balcão de serviço. Ela se aproximou e perguntou se poderia trabalhar para comer alguma coisa.”
 –“Você me disse que era contra a política da empresa.” A mulher continuou.. –“Então, você me fez o maior sanduíche de rosbife que já vi … deu-me uma xícara de café, e fui para um canto para apreciar a minha refeição. Eu estava com medo que você se metesse em encrencas. Então eu olhei e vi você colocar o valor dos alimentos no caixa. Eu sabia que tudo ficaria bem. “
-“Então você começou seu próprio negócio?” Disse o velho João.
-“Sim encontrei um trabalho naquela mesma tarde. Eu trabalhei muito duro, e eu subi com a ajuda do meu Deus Pai. Tempos depois eu comecei meu próprio negócio, com a ajuda de Deus, ele prosperou ..” Ela abriu sua bolsa e tirou um cartão. “Quando terminar aqui, eu quero que você faça uma visita ao Sr. Martinez. Ele é o diretor de pessoal da minha empresa e vai encontrar algo para você fazer nela.
Ela sorriu. –“Eu poderia até adiantar-lhe algo, o suficiente para que você possa comprar algumas roupas e arrumar um lugar para viver até se recuperar. Se você precisar de alguma coisa, minha porta está sempre aberta para você João.”
Havia lágrimas nos olhos do idoso. –“Como eu posso agradecer-lhe”, ele perguntou. “Não me agradeça” ela respondeu. “Deus da-lhe glória. Ele me trouxe para você.”
Fora do restaurante, o policial e a mulher pararam e antes de ir embora ela disse: –“Obrigado por toda sua ajuda!”. Em vez disso, o oficial disse: “Obrigado eu, que vi um milagre hoje, algo que eu nunca vou esquecer. E …. E obrigado pelo café. …..
Que Deus te abençoe sempre e não se esqueça que quando jogamos pão sobre as águas, você nunca sabe quando ele será devolvido para você …

O que há de mais Sevagem….

Baseado e adaptado do livro de James Fenimore Cooper o filme “O Último dos Moicanos” é uma obra que retrata batalhas durante a guerra dos sete anos entre ingleses e franceses.

 

Mais do que isso, é uma bela obra, que desperta Sentimentos. Trata da solidariedade e perseverança vivida por um grupo de pessoas de origens bastante diferentes durante o processo de formação dos Estados Unidos da América no século XVIII. Duas jovens precisam atravessar o território americano dominado pelos franceses, durante a Guerra dos Sete Anos. Para tanto, contam com a companhia de um oficial inglês, dois índios ( pai e filho ) e um homem “branco” criado por essa tribo. Esses dois índios moicanos são os últimos representantes de valorosa tribo e sua dignidade irá influenciar os rumos da trama. Caminhando por paisagens inóspitas, eles vão descobrir o que há de mais selvagem e mais civilizado nas próprias relações humanas.
https://youtu.be/GK0MvNuZa3E
Desde a concepção e crescimento no útero materno, a vida trava batalhas e desafios. Tornar-se um ser, crescer e sobreviver, até mesmo ao nascimento, é o nosso primeiro desafio de persistência.
Engatinhar exige esforço, vontade, querer ir a algum lugar.
Caminhar exige equilíbrio, duramente conseguido para dar o primeiro passo, onde a coragem para encarar esse desafio é preponderante.
Correr, andar de bicicleta ou patins são apenas alguns exemplos de aprendizagens em nossa vida. No início não sabemos como fazer, mas a perseverança e vontade de aprender nos levam ao caminho desejado.
Há que se considerar que o principal fator para transformações, perseverança, coragem ou qualquer tipo de sentimento está no próprio indivíduo. Sua capacidade única de enxergar cada situação e agir positivamente sobre ela. Viktor Frankl ( psiquiatra judeu ) que foi preso pelos nazistas na segunda guerra mundial e sobreviveu ao holocausto, afirma:

 

“A vida, potencialmente, tem um sentido em quaisquer circunstâncias, mesmo nas mais miseráveis. E isso, por sua vez, pressupõe a capacidade humana de transformar criativamente os aspectos negativos da vida em algo positivo ou construtivo”.

Há pessoas que reclamam do mundo por acreditar que são vítimas dos acontecimentos. Há outros que transformam os obstáculos em estímulos para se tornarem melhores. O que diferencia os bem sucedidos dos medíocres é, em grande parte, a capacidade de olhar criticamente o mundo que o cerca, tomar decisões sabendo dos possíveis riscos e agir com perseverança e coragem para mudar o rumo quando necessário.
 

Tornou-se utópico

Ontem recebi um telefonema. Era um amigo.
Não era simplesmente um amigo. Era um amigo de minha infância….muito tempo.
Estudamos juntos lá na época do “primário”, hoje denominado ensino fundamental.
Foi magnífico relembrar as peripécias de nossa infância e os amigos da época.
E fulano onde está? você sabe de sicrano? e beltrano, o que anda fazendo?

Como o tempo passa!!!

Interessante as perspectivas que se tem da vida, de acordo com a idade que temos.
Naquela época, quando tínhamos 7 ou 8 anos de idade, não havia qualquer tipo de preocupação, a não ser ir à escola e, nos momentos livres, brincar.

Como é bom ser criança e brincar!!

Depois você cresce e vai para a faculdade. Outras preocupações, outra fase.
Como vai ser depois que me formar, onde vou trabalhar? Vou ser um bom profissional?
O tempo passa!!
Anos passam…e a rotina diária nem sempre te permite parar para refletir.
O que você fez no último anos? – perguntei ao amigo de infância.
-Trabalhei….trabalhei….trabalhei
Com o tempo se esquece como é bom brincar!!

Culpa de quem? Provavelmente de ninguém! Apenas fruto da sociedade em que se vive, afinal sem dinheiro não se faz nada.
E você ficou rico? Está “bem” de vida?-perguntei ao amigo
-Olha, posso dizer que não estou rico, embora tenha algumas reservinhas. Mas decidi uma coisa. Aproveitei que estamos começando mais um ano e quero recomeçar minha minha vida.

Faço um recomeço de minha vida. Quero vivê-la mais intensamente. Sentir mais a emoções….permitir-me mais erros. Não quero ser um robô programado. Minha mente não é um chip….sou sonhos, desejos…sentimentos.
Preciso estar perto dos meus, amar e ser amado.
A vida passa muito rápido!!

Ahhh..sim, passa muito rápido meu amigo!! A vida é uma breve transição. Uma fase de aprendizagem e experiências. 
Observe o que dizem as pessoas que padecem de doença grave e sobrevivem: ” eu não imaginava que precisava passar por esse aprendizado para dar mais valor à vida, às pequenas coisas do dia-a-dia!”; “eu não sabia da importância da vida”; “eu não sabia como é bom viver cada segundo”
Pois é meu amigo! É a rotina robotizante que vai matando a criança.
É a preocupação excessiva com o “status”, com o poder, com o “ter” que vai, cada vez mais, conduzindo os caminhos do ser humano.

E o que se esqueceu??

A palavra de ordem é “produzir”. Seja na indústria, no comércio, ou até mesmo na área da saúde. O ser humano tornou-se um robô na linha de produção, com a função básica de produzir.

Não somos máquinas!!!

O questionamento a fazer e o pensamento para refletir:

Tornou-se utópico falar em amor e viver a plenitude dos sentimentos e emoções ?

A arte de Engatinhar

“O que diferencia os bem sucedidos dos medíocres é, em grande parte, a capacidade de olhar criticamente o mundo que o cerca, tomar decisões sabendo dos possíveis riscos e agir com perseverança e coragem para mudar o rumo quando necessário.”

Desde a concepção e crescimento no útero materno, a vida trava batalhas e desafios. Tornar-se um ser, crescer e sobreviver, até mesmo ao nascimento, é o nosso primeiro desafio de persistência.
Engatinhar exige esforço, vontade, querer ir a algum lugar.
Caminhar exige equilíbrio, duramente conseguido para dar o primeiro passo, onde a coragem para encarar esse desafio é preponderante.
Correr, andar de bicicleta ou patins são apenas alguns exemplos de aprendizagens em nossa vida. No início não sabemos como fazer, mas a perseverança e vontade de aprender nos levam ao caminho desejado.
Há que se considerar que o principal fator para transformações, perseverança, coragem ou qualquer tipo de sentimento está no próprio indivíduo. Sua capacidade única de enxergar cada situação e agir positivamente sobre ela. Viktor Frankl ( psiquiatra judeu ) que foi preso pelos nazistas na segunda guerra mundial e sobreviveu ao holocausto, afirma: “a vida, potencialmente, tem um sentido em quaisquer circunstâncias, mesmo nas mais miseráveis. E isso, por sua vez, pressupõe a capacidade humana de transformar criativamente os aspectos negativos da vida em algo positivo ou construtivo”.
Há pessoas que reclamam do mundo por acreditar que são vítimas dos acontecimentos. Há outros que transformam os obstáculos em estímulos para se tornarem melhores. O que diferencia os bem sucedidos dos medíocres é, em grande parte, a capacidade de olhar criticamente o mundo que o cerca, tomar decisões sabendo dos possíveis riscos e agir com perseverança e coragem para mudar o rumo quando necessário.
Baseado e adaptado do livro de James Fenimore Cooper o filme “O Último dos Moicanos” é uma obra que retrata batalhas durante a guerra dos sete anos entre ingleses e franceses.
Mais do que isso, é uma bela obra, que desperta Sentimentos. Trata da solidariedade e perseverança vivida por um grupo de pessoas de origens bastante diferentes durante o processo de formação dos Estados Unidos da América no século XVIII. Duas jovens precisam atravessar o território americano dominado pelos franceses, durante a Guerra dos Sete Anos. Para tanto, contam com a companhia de um oficial inglês, dois índios ( pai e filho ) e um homem “branco” criado por essa tribo. Esses dois índios moicanos são os últimos representantes de valorosa tribo e sua dignidade irá influenciar os rumos da trama. Caminhando por paisagens inóspitas, eles vão descobrir o que há de mais selvagem e mais civilizado nas próprias relações humanas.

Os olhos que vi

“Esse menino é adotado, mas nunca me deu felicidade”
Ainda ecoa a frase em meus ouvidos, quase como um mantra que se repete involuntariamente em minha mente.
Como tem sido habitualmente, apresenta-se uma mãe com um filho. O diagnóstico ou veredicto já, antecipadamente, consumado não poderia ser outro: “esse menino é hiperativo”
Não quero me prender a esse diagnóstico, que já se tornou mais um alvo de modismos psicopatológicos. Mas chamou atenção a frase que ouvi.
Primeiramente, se dividirmos a frase “esse menino é adotado, mas nunca me deu felicidade” seria possível algumas interpretações a respeito.
Você adota uma criança para dar-lhe felicidade ou o contrário?
Quando você adota uma criança é obrigado ou o faz voluntariamente?
Se você adota uma criança, acha que tem realmente direito de fazer esse tipo de cobrança?
Quais as formas de se conseguir felicidade, principalmente nesse relacionamento?
Assim, as perguntas vão surgindo e, como um gêiser, fazem entrar minha mente em ebulição.
Mas, há um adágio popular que diz: “o que os olhos não vêem, o coração não sente”. Infelizmente meus olhos viram e meu coração sentiu.
Vi o sentimento nos olhos dessa criança ao ouvir a frase da mãe. Não preciso descrever a tristeza.
E, surpreendentemente…ou não, no mesmo instante que seus olhos clamavam por compaixão, exclama: “ahh, poxa!” e abraça a mãe com carinho.
O que você espera ao presenciar todo o diálogo, a cena, os olhares e os sentimentos que se escancaram nestes olhares?
E, após muitas perguntas direcionadas aos dois e muita observação, o gêiser mental inicia sua nova erupção de questionamentos.
Quem dos dois estaria precisando de mais ajuda nesse momento?
Todos os comportamentos de inquietude dessa criança não seriam uma maneira de conseguir atenção dos pais para si? Não seria uma maneira de conseguir o afeto que sempre desejou?
Notadamente era um garoto muito esperto, extrovertido e comunicativo. Mas um olhar, mesmo que de relance, diz tudo. Sim, tinha, por vezes, aquele olhar de tristeza, de vazio.
A mãe dizia: ” você acaba com seu pai que está doente. Ele não te aguenta.” E o filho respondia com um sorriso amarelado: “mas eu amo meu pai, assim como te amo. Mas às vezes não sei demonstrar o que sinto”
Enfim, creio que seria uma verdadeira aula sobre os relacionamentos humanos e todos os seus sentimentos e emoções possíveis….ou impossíveis.
Amar, ou dizer que ama pode ser muito mais fácil do que demonstrar o verdadeiro afeto. Contudo, a dificuldade em demonstrar um afeto não significa sua ausência ou o minimiza.
Avaliar nossos desejos e anseios diante de um filho pode ser muito mais complicado do que parece, principalmente quando os projetamos como verdades incontestáveis ou inegociáveis.
E, como se saltasse de dentro daqueles olhos, pequeninos olhos que vi, Cecília Meireles falando:
“E minha alma, sem luz nem tenda,
passa errante, na noite má,
à procura de quem me entenda
e de quem me consolará…”

Perseverare

Adebayo sentia-se infeliz. Reclamava constantemente da infelicidade que tomava conta de seus dias.
” Não sou triste. Sou uma pessoa infeliz. Nada me satisfaz ou faz graça”.
Já passou por tantos fracassos e tantas desilusões que não acredita em seu potencial. Nunca conseguiu nada que tenha almejado, pessoal, profissional ou socialmente.
Perdeu a noção de quantas vezes sonhou e viu tudo desmoronar. Sempre construiu castelos que ruiram, um após outro.
Tornou-se um descrente de si mesmo. Vivia perdido em devaneios de auto-comiseração e intitulava-se flagelado na alma.
Seu discurso fazia lembrar o poema de Álvaro de Campos, “Passagem das Horas”:

 

“Trago dentro do meu coração, 

 

Todos os lugares onde estive, 
Todos os portos a que cheguei, 
Todas as paisagens que vi…

 

E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero…..
 

 

….Experimentei mais sensações do que todas as sensações que senti, 
Porque, por mais que sentisse, sempre me faltou que sentir 
E a vida sempre me doeu, sempre foi pouco, e eu infeliz…..

 

 
…..Não sei se a vida é pouco ou demais para mim. 

 

Não sei se sinto de mais ou de menos, não sei 

 

Se me falta escrúpulo espiritual, ponto-de-apoio na inteligência…..

 

….É preciso querer chorar, mas não sei ir buscar as lágrimas… 

 

Por mais que me esforce por ter uma grande pena de mim, não choro, 
Tenho a alma rachada sob o indicador curvo que lhe toca… 
Que há de ser de mim? Que há de ser de mim? ……

 

 
……Não sei sentir, não sei ser humano, conviver 

 

De dentro da alma triste com os homens meus irmãos na terra. 

 

Não sei ser útil mesmo sentindo, ser prático, ser quotidiano, nítido, 
Ter um lugar na vida, ter um destino entre os homens, 
Ter uma obra, uma força, uma vontade, uma horta…. 

 

……Sentir tudo de todas as maneiras, 

 

Viver tudo de todos os lados, 

 

Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo, 
Realizar em si toda a humanidade de todos os momentos 
Num só momento difuso, profuso, completo e longínquo…..”

 

 
 
Assim caminhava Adebayo, um transeunte perdido nas rotas da vida. Sufocado pelo próprio significado de seu nome, como se fora um castigo imputado a viver eternamente na busca desse sentimento inatingível.
Seria tudo fruto de sua imaginação? Seria tudo fruto de uma mente estagnada nos momentos de insatisfação?
Frustrações e contrariedades fazem parte da vida de qualquer ser humano. Mas não são barreiras intransponíveis e imutáveis. A diferença entre a insatisfação perpetuada e a transitória sempre será a facilidade individual em lidar com as amarguras.
Saiba lidar com as pedras que apareçam em seu caminho e seus castelos serão fortificados.
Saiba lidar com suas amarguras e cada dissabor será mais adocicado.
Saiba lidar com as frustrações e aprenderá que podem acontecer, mas não precisam ser perpetuadas.
A perseverança leva ao recomeço. Tenha forças e acredite que todo recomeço possibilita novas oportunidades e novas conquistas.
E lembre-se:
 
“A frustração é uma traça que corrói as entranhas da Alma”Stuka Angyali
 
Como quer suas entranhas??
 

Dentro de você

Bem, já que mais uma semana se inicia, vale a pena refletir sobre uma questão básica: O que posso fazer para que o mundo seja melhor?

Adoraria dizer que essa foto é uma montagem do dia da mentira
Fome e desespero

Será que o mundo depende de atitudes extravagantes ou grandiosas para que seja melhor?
Creio que não!

O mundo melhor começa dentro de cada ser humano.

Dentro de cada um de nós é possível florescer as atitudes que podem tornar o mundo maravilhoso.
Nosso mundo interior pode ser o grande responsável por aquilo que desejamos viver.
Então que tal iniciar a semana tornando seu mundo interior um lugar fantástico?
Pense de que forma isso é possível, afinal não é difícil.
Temos duas mãos, dois pés, dois olhos e dois ouvidos. Que tal utilizá-los da melhor forma possível?
Proponha-se a ouvir mais e pense muitas vezes antes de falar qualquer coisa que possa machucar.
Dê ouvidos a quem necessita expôr suas feridas emocionais ou mazelas existenciais. Seja paciente.
Olhe ao seu redor. Muito próximo, com certeza,  há pessoas que nem precisam dizer qualquer palavra para demonstrar seu sofrimento. Você consegue enxergar e fingir que não vê?
Estenda as mãos e dê o apoio necessário.
Se você puder fazer isso, estará dando um grande passo para um bem maior. Mexa-se! 
Temos apenas um cérebro e um coração. Utilize sua inteligência de forma sadia. Deixe seu coração disposto ao amor.
Fica o desafio: Você é capaz de doar de si próprio?
Ou acha que isso é apenas utópico e que se dane tudo?
Vamos fazê-lo então!!?
Abraços e luz